Esse site é destinado a compartilhar os avanços de uma pesquisa que se desenvolve, atualmente, entre os estados de Pernambuco e da Bahia. O objetivo da investigação é discutir aspectos do que vem sendo chamado colonialismo de dados a partir de uma matriz de conhecimentos afro-brasileira.
São elementos centrais dessa referência os chamados conhecimentos de terreiro e as epistemologias do candomblé Nagô – sobretudo em sua modulação Ketu. As narrativas míticas, a compreensão das relações entre as subjetividades e a corporiedade, códigos éticos e comportamentais bem como práticas curativas de tal universo civilizacional são invocados para analisar aspectos específicos do colonialismo de dados: a produção de conhecimento, o estatuto da subjetividade e do indivíduo e finalmente as sociabilidades sob o escrutínio algorítmico.
Cumpre salientar que a investigação toma como hipótese que a articulação entre governamentalidade algorítmica e financeirização formam apenas parte (estrutural) de um processo de imposição civilizacional em curso.
Ao discutir civilizacionalmente tais questões, procura-se estabelecer um padrão de análise que considere a historicidade de tais dinâmicas, mas também o caráter de jogo, disputa e portanto um leque de ações no campo da cultura que podem ser tomadas.
QUEM
A pesquisa é conduzida por Luiz Carlos Pinto, professor doutor em Sociologia (Universidade Federal de Pernambuco).

Minha primeira formação é como jornalista (também pela UFPE), tendo atuado no mercado jornalístico durante vários anos.
Sou um dos fundadores do coletivo de jornalismo independente Marco Zero Conteúdo, onde atuei como diretor e repórter.
Nos últimos anos tenho me dedicado à pesquisa, ensino e extensão em diferentes instituições de ensino. Depois de 10 anos atuando na Universidade Católica de Pernambuco, atuo atualmente (Abril de 2026) como professor visitante no Programa de Pós-graduação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

